AP Photo/Christian Bruna
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Otan aprova expandir missão naval no Mar Mediterrâneo

Aliança aceitou pedido feito por Turquia, Alemanha e Grécia para ajudar na crise de refugiados. Foco será no monitoramento e na vigilância, com o objetivo de combater o tráfico de pessoas

O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2016 | 09h48

BRUXELAS - Os ministros de Defesa da Otan concordaram que suas autoridades militares avaliem diferentes medidas de apoio para que a Aliança Atlântica ajude na gestão da crise migratória e dos refugiados, após ser solicitada por Turquia, Alemanha e Grécia.

Ministros de Defesa reunidos em Bruxelas aprovaram nesta quinta-feira, 11, a expansão da atual missão naval da Otan no Mar Mediterrâneo. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, disse que Grécia, Turquia e Alemanha se uniram a um acordo para a expansão da missão naval no Mediterrâneo.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que o foco da força será no monitoramento e na vigilância. "Não se trata de parar barcos de refugiados", disse a autoridade. Segundo ele, haverá também um aumento nas missões de reconhecimento na fronteira entre Turquia e Síria.

Carter sugeriu que a missão da Otan terá como alvo "cartéis criminais" que traficam pessoas da Turquia para a Grécia. O chefe do Pentágono também explicou que os alemães, turcos e gregos enfatizaram a "necessidade de que a Otan aja rápido, algo que os EUA apoiam firmemente, já que estão em jogo as vidas e os destinos de pessoas".

Em reunião na segunda-feira em Ancara, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, expressaram seu interesse na participação da Aliança para ajudar na crise de refugiados.

Na chegada à reunião de ministros da Defesa da Otan na quarta-feira, a titular da Alemanha desta pasta, Ursula von der Leyen, comemorou que a Turquia "tenha pedido à Otan para intensificar a vigilância no Mar Egeu". Para ela, o objetivo "tem que ser interromper o perverso negócio dos traficantes de seres humanos".

Nesta quinta-feira, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Serguei Lavrov, se reúnem em Munique, na Alemanha. Será o primeiro encontro entre os dois desde o fracasso das negociações de Genebra e o início da ofensiva em Alepo.

Cessar-fogo

A Rússia está pronta para discutir um possível cessar-fogo na Síria, informaram agências de notícias russas nesta quinta-feira, citando o vice-chanceler Gennady Gatilov.

"Nós estamos prontos para discutir modalidades de cessar-fogo na Síria", disse a agência TASS, citando Gatilov. "Isto é o que será discutido em Munique."

Gatilov afirmou ainda que as conversas de paz para a Síria podem ser retomadas antes de 25 de fevereiro, segundo a agência Interfax. /EFE, REUTERS e DOW JONES NEWSWIRES

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