Otan ataca 3 portos na Líbia e debilita força naval de Kadafi

A aliança atlântica diz ter atingido 8 embarcações de guerra, em uma tentativa de proteger a [br]cidade de Misrata

, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

O Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que ataques aéreos contra três portos da Líbia destruíram oito navios de guerra das forças leais ao ditador Muamar Kadafi entre a noite da quinta-feira e a madrugada de ontem, no maior bombardeio do gênero desde o início da ação da Otan no país.

Segundo a aliança atlântica, os ataques serviram para proteger Misrata, cidade dominada pelos rebeldes que tem sido alvo de repetidas incursões das forças leais ao ditador.

Um dos bombardeios atingiu o principal porto da capital do país, Trípoli, onde repórteres conseguiram avistar chamas e fumaça sobre uma embarcação militar. Os outros alvos foram os portos de Khoms e Sirte.

Em Bruxelas, a Otan confirmou os ataques a acusou os militares leais a Kadafi de utilizar seus navios de guerra em uma tentativa de minar o porto de Misrata. O general John Lorimer afirmou que aeronaves britânicas atingiram duas corvetas de combate em Khoms e "alvejaram com sucesso uma instalação onde eram construídos ágeis barcos infláveis que as forças líbias usaram várias vezes em tentativas de minar Misrata e atacar embarcações (rivais) na área".

Segundo o militar, o porto de Khoms é o local que mais concentra as embarcações que têm atacado Misrata, cidade à qual as forças do ditador têm tentado sucessivamente impedir o acesso de barcos de ajuda humanitária.

"Dada a escalada no uso de meios navais, a Otan não tem escolha a não ser tomar uma ação decisiva para proteger a população civil da Líbia e as forças da Otan no mar", declarou o contra-almirante Russell Harding, subcomandante da operação da aliança atlântica na Líbia.

A Otan exibiu vídeos de bombardeios contra duas fragatas e instalações portuárias realizados por câmeras de seus caças.

A aliança atlântica anunciou ainda que um petroleiro destinado a abastecer os militares que combatem os rebeldes líbios, foi interceptado.

Jornalista morto. A África do Sul acusou Kadafi de fornecer informações falsas sobre a situação do fotógrafo sul-africano Anton Hammerl, desaparecido havia semanas na Líbia. Sua morte foi confirmada por colegas que o acompanhavam no país. Segundo os jornalistas, o repórter fotográfico levou um tiro e foi abandonado para morrer no deserto quando forças do ditador os detiveram. O partido governista da África do Sul afirmou que o país está "desapontado com a desonestidade" de Trípoli, pois o governo líbio havia garantido que Hammerl estaria "vivo e sob custódia".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.