Otan chama rebeldes albaneses de assassinos

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), lorde Robertson, classificou nesta segunda-feira de "assassinos" os insurgentes de etnia albanesa na Macedônia, mas conclamou o governo de Skopje a trabalhar pela paz. "A comunidade internacional não permitirá que as instituições democráticas sejam minadas por uma trupe de assassinos dependurados nas montanhas", afirmou Robertson em Skopje."Não deve haver apoio àqueles que optam pela violência", disse, depois de sugerir que apenas um compromisso político entre todos os partidos poderia afastar o país da "beira do abismo". Ao mesmo tempo em que Robertson fazia o seu apelo - acrescentando que seria necessário uma atitude de moderação entre as partes -, forças governamentais atacavam vilas dominadas pelos rebeldes no nordeste do país, em uma região próxima à divisa com a província iugoslava de Kosovo. No final do dia, o governo afirmou que os rebeldes haviam se retirado da região. Líderes insurgentes não foram encontrados para comentar a informação, mas soldados norte-americanos que servem nas forças de paz da Otan em Kosovo afirmaram que nenhum rebelde cruzou a fronteira nesta segunda. Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, alertou para a possibilidade de uma escalada do conflito em todos os países dos Bálcãs caso a violência na Macedônia não chegue ao fim.Em Washington, o porta-voz da Casa Branca Ari Fleischer afirmou que o presidente dos EUA, George W. Bush, apóia os esforços do governo macedônio de "lutar contra os extremistas que levaram a violência à região". Sob pressão de países ocidentais, líderes políticos macedônios adiaram uma votação no parlamento, marcada previamente para esta terça-feira, sobre uma declaração de estado de guerra.A Otan e a União Européia, principalmente, temem que tal declaração possa radicalizar a minoria albanesa étnica da Macedônia, que representa um terço dos 2 milhões de habitantes.

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