Otan convida Sérvia para Parceria pela Paz

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) convidaram nesta quarta-feira Sérvia, Montenegro e Bósnia-Herzegovina para se unirem o programa Parceria pela Paz. O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa, que marcou o fim da reunião de cúpula da organização. Os líderes pediram às nações convidadas que elas colaborem integralmente com o tribunal de crimes de guerra da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o secretário-geral Jaap de Hoop Scheffer, os países convidados podem oferecer uma "valorosa contribuição" na busca pela estabilidade na região dos Bálcãs. A Sérvia e a Bósnia haviam sido excluídas do Programa Parceria pela Paz por não terem colaborado com a prisão de dois criminosos de guerra, indiciados pelo tribunal das ONU - o ex-líder bósnio Radovan Karadzic e o general Ratko Mladic. Os integrantes da organização também incluíram em suas conclusões um apoio à Aliança de Civilizações, promovida pelo líder espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e impulsionada pelas ONU. "Apoiamos a promoção dos valores comuns, a reforma e o diálogo entre os diferentes povos e culturas", diz a ata. "Deste ponto de vista, reconhecemos a iniciativa sobre a Aliança de Civilizações. A iniciativa foi apresentada por Zapatero durante a Assembléia Geral da ONU, em setembro de 2004 e foi co-patrocinada pela Espanha e pela Turquia. Outro assunto abordado na reunião foi a Força de Resposta Rápida da Otan - um grupo de elite formado por 25 mil soldados, preparados ao longo de quatro anos, para responder prontamente a crises imprevistas. De acordo com Scheffer, a força "tem hoje plena capacidade de operação marinha, aérea e terrestre". A cúpula da Otan concluiu também um acordo que prevê mudanças em sua missão no Afeganistão. Ao fim da reunião, os líderes fizeram um apelo e criticaram a recusa de alguns governantes em enviar suas tropas para as zonas mais perigosas daquele país. Scheffer disse ainda que os membros da Otan se comprometeram a aumentar sua contribuição para a reconstrução e o desenvolvimento do Afeganistão. Oficiais franceses, por exemplo, disseram que o país planeja enviar mais helicópteros e aviões e que as tropas operarão além de suas bases, quando necessário.

Agencia Estado,

29 Novembro 2006 | 11h10

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