Otan defende envio de mais tropas ao Afeganistão

Aliança diz que aumento do número de soldados depende somente do presidente dos EUA

Reuters,

15 de outubro de 2009 | 11h42

Os mais altos funcionários de defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) examinaram no último sábado diversas propostas para dar início a um aumento de tropas para conter a insurgência Taleban no Afeganistão, mas qualquer iniciativa desse tipo dependerá do presidente dos EUA, Barack Obama, disseram militares do órgão nesta quinta-feira, 15.

 

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O comandante máximo das tropas americanas e da Otan no Afeganistão, o general Stanley McChrystal, recomendou o envio de pelo menos mais 40 mil soldados e treinadores de recrutas como parte de uma estratégia reforçada contra a insurgência no Afeganistão, algo que está sendo considerado pela administração de Obama.

 

Representantes do Comitê Militar da Otan, que avaliam a situação no país para seus chefes políticos, se reuniram com McChrystal em uma visita de três dias ao Afeganistão que terminou nesta quinta. A delegação explicou que siás recomendações detalhadas seriam analisadas em Bruxelas no sábado por chefes de Estado Maior da Otan antes de uma reunião nos dias 22 e 23 de outubro.

 

"Passo a passo nós caminhamos à decisão final, que corresponde ao máximo nível político, Obama nos EUA e os homólogos dele nos outros países da aliança", disse o presidente do Comitê, o almirante Giampaolo Di Paola.

 

O almirante italiano disse que a aliança devia atender ao pedido de McChrystal a favor de uma mudança fundamental no enfoque para ganhar apoio para proteger o povo afegão.

 

Washington já tem 65 mil soldados no Afeganistão, um número que deve alcançar os 38 mil ainda este ano. Outros países, sobretudo os aliados da Otan, têm cerca de 39 mil soldados no país.

 

Próximas semanas

 

Na terça-feira, Obama havia dito que anunciaria sua decisão sobre o envio de mais tropas ao Afeganistão nas "próximos semanas". A declaração foi feita a jornalistas no Salão Oval durante um encontro com o primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Zapatero.

 

Obama disse que as decisões militares sobre o país foram importantes, mas apenas um aspecto das discussões é necessário para a estratégia americana no Afeganistão. Segundo o presidente, esse ponto é construir a capacidade dos civis de ajudar nas melhores do governo de seu país em relação às autoridades, à agricultura, às leis e outros campos.

 

Após a declaração de Obama, um porta-voz do governo, Robert Gibbs, rejeitou a informação de que o presidente já havia autorizado o envio de mais 13 mil soldados ao país. Ele disse que o efetivo era parte de um plano do presidente anterior, George W. Bush, que não havia sido colocado em prática quando Obama assumiu. O jornal Washington Post havia publicado que o envio fora autorizado por Obama.

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