Otan deve manter ataques à Líbia durante ramadã

Ofensiva deve seguir durante mês sagrado para muçulmanos; porta-voz da aliança que saída 'imediata' de Kadafi

AE, Agência Estado

12 de julho de 2011 | 15h18

BRUXELAS - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vai continuar bombardeando as forças do líder líbio Muamar Kadafi durante o ramadã, em agosto, caso o governo da Líbia mantenha seus ataques contra civis durante o mês sagrado muçulmano. "Precisamos esperar para ver se as força de Kadafi continuarão a bombardear e a ferir o povo da Líbia", disse o porta-voz de operações militares da Otan, tenente-coronel Mike Bracken.

 

Veja também:

linkFrança diz que há 'contatos' para Kadafi sair

 

"Se eles mantiverem (os ataques) e nós acreditarmos que é arriscado para a vida do povo líbio e que homens, mulheres e crianças podem ser mortos ou atacados, então acho que seria altamente apropriado que a proteção a essas vidas continue", disse ele por meio de um link de vídeo a partir do quartel-general da missão em Nápoles, na Itália.

 

'Imediatamente'

 

Em Bruxelas, a porta-voz da aliança, Oana Lungescu, declarou que "espera-se que as forças de Kadafi interrompam os ataques e ameaças aos civis não apenas no ramadã, mas que façam isso imediatamente".

 

Ela lembrou que os três objetivos militares destacados pelos aliados da Otan é que Kadafi encerre todos os ataques contra civis, ordene o retorno de seus militares para os quartéis e permita o amplo acesso de ajuda humanitária às áreas sob seu comando.

 

"Até agora, infelizmente, o regime de Kadafi tem demonstrado uma grande desconsideração pela vida humana. Nós temos visto as forças do regime de Kadafi usando áreas ocupadas por civis como escudos humanos, usando mesquitas para disparar contra áreas residenciais", afirmou. "Então, enquanto esses ataques e ameaças se mantiverem, a missão da Otan é proteger civis na Líbia".

 

Reunião

 

Em antecipação à reunião entre o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, e uma delegação rebelde em Bruxelas, marcada para amanhã, Lungescu reiterou que a Otan acredita que o poder militar sozinho não vai encerrar o conflito e que uma solução política é necessária.

 

Mahmoud Jibril, líder do Conselho Nacional de Transição, vai se encontrar com Rasmussen e participará de uma "reunião informal" com os 28 países membros da aliança na sede da Otan, afirmou a porta-voz.

Os embaixadores "vão querer ouvir que planos o Conselho de Transição têm para o futuro e assegurar a segurança e a proteção dos civis", disse Lungescu. Na sexta-feira, Rasmussen vai participar de uma reunião com o grupo de contato para a Líbia em Istambul.

 

As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
LíbiaataquesOtanRamadãKadafi

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.