Otan discute situação turca

Embaixadores dos 19 países membros da Otan reuniram-se para discutir os efeitos da guerra no Iraque, particularmente, a possível retirada dos tripulantes alemães e belgas dos aviões-espiões da aliança estacionados na Turquia. Os governo em Berlin e Bruxelas disseram que se as forças da Turquia invadirem pesadamente a região norte do Iraque, controlada pelos curdos, isso prejudicaria suas contribuições as equipes de tripulação dos aviões-espiões AWACS. No mês passado, a Otan autorizou o envio de quatro AWACS para reforçar a defesa da Turquia contra qualquer possível ataque do Iraque. No sábado, o governo turco negou os informes de que 1.000 soldados turcos teriam atravessado a fronteira com o norte do Iraque. Contudo, o único país muçulmano membro da Otan alertou que provavelmente precisará invadir o norte do Iraque para deter o fluxo de refugiados. A Turquia teme que a queda do presidente iraquiano, Saddam Hussein, possa levar à criação de um estado independente do Curdistão. Isso poderia impulsionar as aspirações dos rebeldes curdos que vivem na Turquia, que lutam pela autonomia do sudeste do país. Os países europeus e os EUA temem que qualquer incursão das forças turcas possa levar a choques com os curdos iraquianos, que fazem oposição a Saddam, e gere mais desestabilização a região. Alemanha e Bélgica estão entre os membros da Otan que são contrários à guerra desencadeada pelos EUA contra o Iraque. Junto com a França eles haviam adiado o envio dos aviões-espiões AWACS e outros equipamentos da Otan para a Turquia.Veja o especial :

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