Otan diz não haver civis entre as vítimas de ataque aéreo

As tropas lideradas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) insistiram, nesta sexta-feira, que um ataque aéreo no sul do Afeganistão matou apenas militantes suspeitos e não civis, ao contrário do que afirmou a polícia afegã.Ghulam Nabi Malakhail, chefe de polícia da província de Helmand, disse na quinta-feira que o ataque no distrito de Garmser matou 16 supostos militantes e pelo menos 13 civis que haviam sido feitos reféns pelo Taleban. Alguns civis, cujo número não foi revelado, e que estavam numa casa próxima, também ficaram feridos, disse ele. Mas a assessoria de imprensa da Otan em Cabul declarou na sexta que, inicialmente, seu serviço de inteligência apontou que não havia civis no complexo atingido pelas bombas. "Todas as informações recebidas pelo nosso serviço de inteligência indicam que as vítimas eram rebeldes e não civis", afirmou um funcionário, sob anonimato. Não ficou claro o que provocou a discrepância nos relatos sobre o ataque aéreo. Na semana passada, a Otan afirmou ter matado um número excessivo de civis afegãos durante os combates no ano passado, mas reiterou que a aliança estava trabalhando para mudar isto. O ano de 2006 teve um pico de violência, no qual 4 mil pessoas morreram, e cerca de 600 eram civis, pelas forças da Otan ou pelos militares dos EUA, de acordo com a Comissão Independente Afegã de Direitos Humanos.

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