Otan diz não ter intenção de intervir no Irã

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não tem intenção de intervir no Irã e apoia uma solução diplomática sobre a questão nuclear, disse nesta quinta-feira o general Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da aliança, após notícias de uma discussão em Israel sobre o lançamento de um ataque contra o país persa.

AE, Agência Estado

03 de novembro de 2011 | 13h28

"Deixe-me enfatizar que a Otan não tem qualquer intenção de intervir no Irã", afirmou ele, em entrevista à imprensa. "É claro que nós apoiamos os esforços internacionais de buscar soluções diplomáticas e políticas para o problema do Irã", disse, exortando Teerã a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança (CS) da ONU, que exigem a suspensão das atividades nucleares no país persa.

O jornal Haaretz, de Israel, divulgou nesta quarta-feira que o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, estava em busca de apoio político para lançar um ataque militar contra o Irã, após dias de especulação sobre os planos para um ataque.

O jornal The Guardian, de Londres, informou que as Forças Armadas do Reino Unidos estavam intensificando os planos de contingência para o caso de os EUA optarem por uma ação militar no Irã. A edição desta quinta-feira citou fontes não identificadas do Ministério da Defesa que disseram acreditar que Washington poderia lançar ataques com mísseis às instalação iranianas - e poderia pedir ajuda militar para o Reino Unido.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou nesta quinta-feira que estava "preparado para o pior" e advertiu os EUA sobre se postarem em "rota de colisão" com o país persa. "Os EUA, infelizmente, perderam a sabedoria e a prudência em tratar de assuntos internacionais. Depende apenas de poder. Eles perderam a racionalidade. Nós estamos preparados para o pior, mas esperamos que eles pensem duas vezes antes de se colocarem em rota de colisão com o Irã", disse ele.

As declarações do ministro foram dadas à margem de uma entrevista à imprensa na cidade líbia de Benghazi, quando ele foi questionado sobre reportagens de que Washington estaria acelerando os planos para um ataque contra o Irã em meio ao controverso programa nuclear do país persa.

Washington e outros potências ocidentais suspeitam que Teerã busca construir armas nucleares, o que o Irã nega, alegando que seu programa nuclear tem fins pacíficos. Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, disse que "nós seguimos focados em um canal diplomático, uma rota diplomática para lidar com o Irã". As informações são da Dow Jones.

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