Otan diz que 'fim está próximo' para Kadafi na Líbia

Kadafi está 'travando batalha perdida' diz Aliança sobre confronto; ofensiva será mantida

AE, Agência Estado

23 de agosto de 2011 | 09h29

TRÍPOLI - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) declarou nesta terça-feira que "o fim está próximo" para o líder da Líbia, Muamar Kadafi, apesar de uma desafiadora aparição de seu filho, Seif al-Islam, na noite de segunda-feira, após informações de rebeldes de que o filho do ditador havia sido preso.

"O fim está próximo", afirmou uma porta-voz da Otan, Oana Lungescu, em entrevista coletiva em Bruxelas. "Para o regime de Kadafi, este é o capítulo final - eles estão travando uma batalha perdida."

Novos confrontos ocorreram na capital do país do norte africano, horas após a reaparição de Seif. A presença do filho de Kadafi parece ter impulsionado as forças ainda leais ao regime, após as notícias de que Seif havia sido preso pelos oposicionistas.

Rebeldes e tropas aliadas do regime travam batalhas nas ruas em várias partes da cidade de 2 milhões de habitantes. Alguns dos piores confrontos ocorriam no entorno do principal complexo do líder, Bab al-Aziziya, e em quartéis militares.

O complexo de Kadafi, duramente atingido pelos ataques da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aparece como um dos centros de resistência do governo, desde que tanques assumiram posições e começaram a disparar nos rebeldes que tentam chegar ao local.

Seif al-Islam apareceu de repente no hotel de Trípoli onde estão os jornalistas estrangeiros, o que aumentou a confusão na capital. A reaparição pode dar força à situação, mesmo que os rebeldes pareçam avançar. Os rebeldes afirmam controlar a maior parte de Trípoli, porém há bolsões de resistência. Um porta-voz da liderança rebelde não tinha explicação para o fato de Seif al-Islam estar livre.

A Otan prometeu manter a ofensiva até os militares se renderem ou voltarem aos quartéis. Pelo menos 40 alvos foram atingidos na região de Trípoli nos últimos dois dias por aviões da aliança.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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