Otan espera desmantelar insurgência no Afeganistão até 2009

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) espera acabar com a maior parte da resistência Taleban no Afeganistão até 2009, e que o governo do presidente Hamid Karzai tenha mais capacidade de comandar o país, disse o chefe da aliança neste sábado. "Em 2009, deveremos ver o Afeganistão no caminho da paz, com a estrutura da resistência quebrada, mas sem dúvida com a presença militar da Otan", disse o secretário-geral da entidade, Jaap de Hoop Scheffer, em uma conferência de segurança em Munique. "Espero que em 2009 tenhamos um governo do Afeganistão mais capaz de assumir o controle do país em suas mãos, que é o que esperamos", acrescentou ele. Comandantes da Otan previram no passado o fim iminente da resistência rebelde. Mas com mais de 4.000 vítimas fatais da violência no ano passado, 2006 foi o ano mais sangrento desde que as forças lideradas pelos Estados Unidos derrubaram o governo do Taleban, em 2001. Os Estados Unidos estão considerando 2008 como um ano decisivo e final do conflito, enquanto outros aliados vêm frisando que as tropas da Otan precisarão ficar na região em longo prazo. Hoop Scheffer voltou a pedir que os aliados da Otan se disponham a enviar reforços para a Força de Assistência de Segurança Internacional. Segundo ele, as forças estão reduzidas a 35 mil soldados, principalmente por causa de retiradas recentes de tropas norte-americanas. "A prioridade agora é enviar forças suficientes", disse ele, pedindo que essas iniciativas sejam acompanhadas por um maior empenho na ajuda e reconstrução do país empobrecido. Os Estados Unidos pediram aos aliados esta semana para que enviem mais tropas ao Afeganistão para aniquilar uma onda de violência Taleban, afirmando que as próximas semanas serão cruciais na luta contra os rebeldes. Mas países europeus continuam relutantes em enviar mais reforços. A Alemanha, particularmente, questionou a necessidade do envio de mais tropas, pedindo que seja dada mais ênfase ao equilíbrio entre a contra-insurgência e o processo de reconstrução.

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