Otan investigará relato de civis mortos por bombardeio aliado

Vigário de Trípoli disse que ao menos 40 civis foram mortos durante ataque da coalizão na capital

Efe e Reuters

31 Março 2011 | 11h15

TRÍPOLI - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse nesta quinta-feira, 31, que irá investigar os relatos de mortes de civis durante bombardeios das forças aliadas em Trípoli. A acusação foi feita vigário apostólico da Igreja Católica na Líbia, Giovanni Innocenzo Martinelli, que afirmou que pelo menos 40 pessoas haviam morrido na capital líbia.

 

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Segundo um porta-voz da Otan, ainda não há nenhuma informação que possa comprovar o relato. "Estamos fazendo investigações e questionando o comando para ver se há alguma subsidio (dos relatos), mas não temos nenhuma informação que os corrobore. Faremos tudo para verificar se algo realmente aconteceu", disse.

 

 

Segundo o vigário, os bombardeios destruíram um prédio, o que causou a morte de dezenas de líbios. "Os chamados 'bombardeios humanitários' causaram dezenas de vítimas entre civis em alguns bairros de Trípoli. Em particular, em Buslim, destruiu-se um edifício civil, o que causou a morte de 40 pessoas", disse Martinelli em Trípoli à agência de notícias vaticana "Fides".

 

O religioso destacou que, nesta quinta-feira, vários hospitais de Trípoli foram atingidos por bombas, um deles no bairro de Misda, no sul da capital.

 

"Embora se saiba que os bombardeios buscam atacar somente alvos militares, é certo também que eles atingem alvos em bairros civis, afetando a população", declarou o vigário.

 

Segundo ele, a situação em Trípoli torna-se cada dia "mais difícil".

 

"A escassez de combustível se agravou, como demonstram as filas intermináveis de carros nos postos de gasolina. No plano militar, parece que há um impasse, já que, aparentemente, os rebeldes não têm força suficiente para avançar", explicou Martinelli.

 

Ele insistiu que a solução diplomática é o "caminho mestre para pôr fim ao derramamento de sangue entre os líbios", além de oferecer a Kadafi "uma saída digna" do poder.

 

 

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