Otan lança intenso ataque a Trípoli, capital da Líbia

Aviões de combate da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) atingiram Trípoli no início do dia de hoje, no mais violento ataque à capital da Líbia em semanas. A aliança atacou pelo menos quatro alvos em Trípoli, um deles usado pela agência de inteligência militar do país, segundo fontes locais. Outro alvo era um prédio do governo, que às vezes era usado por membros do Parlamento. Um dos outros alvos pode ser uma residência onde vivem membros da família do líder líbio, Muamar Kadafi.

AE, Agência Estado

10 de maio de 2011 | 10h41

No leste do país, o comandante rebelde Zakaria al-Mismari disse a repórteres que as forças oposicionistas conseguiram repelir um avanço de veículos das forças oficiais, na madrugada de ontem. Médicos em um hospital de Ajdabiya disseram que ambulâncias trouxeram os corpos de quatro rebeldes combatentes. Os rebeldes estão há semanas perto de Ajdabiya, sem conseguir avançar até Brega, importante cidade petrolífera.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) pediu aos países europeus que acelerem seus esforços para resgatar pessoas fugindo da Líbia em barcos superlotados. Uma porta-voz do Acnur, Melissa Fleming, fez o apelo hoje em Genebra, na Suíça. Um barco com 600 pessoas naufragou perto da capital líbia na sexta-feira. Segundo a porta-voz, um graduado diplomata em Trípoli disse ao Acnur que 16 corpos foram retirado desse barco, incluindo dois bebês.

Paquistão

Um ataque a bomba tendo como alvo um tribunal no noroeste do Paquistão matou hoje dois policiais, entre eles uma mulher, e feriu mais seis pessoas, segundo a polícia. Além disso, um ataque com mísseis dos Estados Unidos deixou quatro supostos militantes mortos no cinturão tribal do país, também no noroeste, segundo funcionários locais.

No caso do ataque com a bomba, há dois policiais entre os feridos, segundo Qureish Khan, chefe da polícia distrital no distrito paquistanês de Nowshera. O ataque ocorreu na entrada principal do tribunal do distrito na cidade de Nowshera, 35 quilômetros a leste de Peshawar. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a ação, mas militantes ligados à Al-Qaeda e ao Taleban são geralmente apontados como culpados por ataques contra civis e alvos do governo pelo país.

Hoje, um avião não tripulado dos EUA matou quatro supostos militantes no cinturão tribal no noroeste do Paquistão, segundo funcionários locais. É a segunda operação do tipo desde a morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, em território paquistanês, no início de maio.

Uma fonte do setor de segurança disse que os aviões dispararam dois mísseis no Waziristão do Sul, um dos sete distritos do cinturão tribal semiautônomo perto da fronteira com o Afeganistão. Outra fonte disse que os mísseis caíram perto da vila Angoor Adda. Não se sabe até o momento a identidade dos suspeitos mortos.

Membros do Taleban realizaram ontem uma manifestação em Wana, principal cidade do Waziristão do Sul, jurando vingança pela morte de Bin Laden em uma operação norte-americana em Abbottabad, perto de Islamabad. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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