Otan mata três em bombardeio contra complexo de Kadafi

Aliança atlântica diz que ataque, o pior desde o início da ofensiva, atingiu veículos usados pelo [br]regime líbio contra civis

, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2011 | 00h00

TRÍPOLI

Caças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) lançaram ontem o mais violento ataque contra Trípoli desde o início da campanha na Líbia. Segundo o governo, três pessoas morreram e 150 ficaram feridas. A organização diz que o bombardeio atingiu depósitos de veículos usados contra civis no complexo militar de Bab al-Aziziya.

Mais de 15 explosões foram ouvidas na capital. De acordo com o porta-voz do governo líbio, Ibrahim Musa, as vítimas são civis e viviam perto do quartel. "Esta foi mais uma noite de bombardeios e assassinatos da Otan", disse. Ainda segundo ele, os edifícios atacados eram utilizados por unidades de voluntários do Exército líbio.

A Otan, em comunicado, informou que a instalação é usada por Kadafi desde o início da repressão aos protestos contra seu governo. "Desde fevereiro, a instalação reabastecia forças do regime que vêm conduzindo ataques contra civis inocentes", disse a aliança atlântica.

No Afeganistão, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse esperar que o conflito termine rapidamente. "Estamos tentando proteger a população dos ataques e, com isso, diminuímos bastante a capacidade militar de Kadafi", afirmou. "Tenho confiança de que a pressão militar e política causará o colapso do regime."

Reconhecimento. No front diplomático, os EUA convidaram o Conselho Nacional Transitório (CNT), órgão rebelde com sede em Benghazi, para abrir uma representação em Washington. No entanto, ao contrário de França, Itália e, desde ontem também a Jordânia, o presidente americano, Barack Obama, não reconheceu o CNT como representante legítima do povo líbio.

A resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada no dia 17 de março, estabeleceu uma zona de exclusão aérea no país para proteger civis dos ataques de Kadafi. /AP, AFP e REUTERS.

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