Otan matou 718 civis com ataques na Líbia, diz governo

Bombardeios realizados pela aliança desde 19 de março também deixaram mais de 4 mil feridos

estadão.com.br

31 de maio de 2011 | 20h56

TRÍPOLI - O governo da Líbia disse nesta terça-feira, 31, que a Organização do Atlântico Norte (Otan) já matou 718 civis e feriu outros 4.067 entre 19 de março, quando começaram os bombardeios ao país, e 26 de maio, informa a agência de notícias AFP.

 

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Segundo o porta-voz do governo, Ibrahim Musa, 433 dos feridos estão em estado grave. O balanço não inclui vítimas militares, uma vez que o Ministério da Defesa líbio não divulga esses números. As cifras, porém, não podem ser confirmadas independentemente devido à proibição da atividade de jornalistas estrangeiros em certas áreas do país.

 

A Otan negou em várias ocasiões que seus ataques aéreos na Líbia tenham causado um número elevado de vítimas civis, embora tenha admitido que houve bombardeios que acertaram e mataram rebeldes que lutam contra o ditador Muamar Kadafi. Os insurgentes, por sua vez, afirmaram que mais de 12 mil pessoas morreram desde o início da revolta, em fevereiro.

 

Os bombardeios da Otan são realizados sob tutela da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que permite o uso de "todos os meios" para proteger os civis atacados por Kadafi. A aliança realizou cerca de 2,600 sobrevoos e ataques nos últimos dois meses contra as instalações militares do ditador.

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