Otan matou mais de 1.100 na Líbia, denuncia procurador

Os bombardeios contra a Líbia promovidos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já resultaram na morte de mais de 1.100 pessoas e deixaram cerca de 4.500 feridos desde seu início, em 19 de março, denunciou hoje o procurador-geral líbio, Mohammed Zikri al-Mahjoubi. Ele afirmou que apresentaria perante um tribunal líbio acusações formais contra o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen.

AE, Agência Estado

13 de julho de 2011 | 15h38

Segundo o procurador-geral, a Otan promove um genocídio com sua campanha de bombardeios. Ele informou que serão apresentadas dez acusações contra Rasmussen, inclusive morte e ferimento de civis, destruição de prédios públicos e tentativa de assassinato do líder líbio Muamar Kadafi.

De acordo com a resolução do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) que autorizou os ataques aéreos, o objetivo de qualquer eventual intervenção militar teria de ser a proteção de civis. A Otan alega que seus ataques aéreos visam apenas a alvos militares e são planejados de forma a evitar baixas entre a população civil. As informações são da Associated Press.

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