Otan não voltará para Líbia, apesar de confrontos

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não tem intenção de lançar novas operações aéreas na Líbia, apesar dos sangrentos confrontos que têm ocorrido num antigo reduto do ex-ditador Muamar Kadafi, informou o chefe da aliança nesta quinta-feira.

AE, Agência Estado

26 de janeiro de 2012 | 14h03

Os combates na cidade de Bani Walid tiveram início no início desta semana, três meses depois de a Otan encerrar sua guerra aérea na Líbia e declarar que atingiu a meta de sua missão, que era de proteger a população civil.

"Não estamos presentes na Líbia e não temos intenção de voltar", disse o secretário-geral da aliança Anders Fogh Rasmussen durante coletiva de imprensa.

Rasmussen lembrou que o mandato da ONU que autorizou a operação já perdeu a validade. A missão de bombardeios de sete meses esmagou o exército de Kadafi, dando aos rebeldes uma vantagem no conflito.

"Em 31 de outubro nós encerramos a operação porque avaliamos que tínhamos concluído nosso trabalho e que ele fora concluído com sucesso", disse ele. "Esta também é a razão pela qual não temos a intenção de retornar. Nossa missão está completa."

O ministro da Defesa líbio Osama Juili declarou que Bani Walid estava sob controle do governo após os episódios de violência terem deixado pelo menos cinco mortos.

Médicos Sem Fronteiras

O grupo Médicos Sem Fronteiras informou que suspendeu seus trabalhos em prisões na cidade líbia de Misurata porque os detentos estão sendo torturados e não podem receber atendimento de urgência.

A organização disse em comunicado divulgado nesta quinta-feira que seus médicos têm cada vez mais atendido pacientes com ferimentos "causados por tortura durante sessões de interrogatório".

De acordo com o grupo, desde agosto seus médicos atenderam 115 pessoas que haviam sido torturadas. O Médicos Sem Fronteiras declarou que funcionários de Misurata ignoram suas exigências pelo fim da tortura e em pelo menos uma ocasião negaram atendimento médico de urgência a um detento.

Combatentes de Misurata tiveram um papel decisivo na guerra civil de oito meses que derrubou Muamar Kadafi. Casos de tortura eram comuns nas prisões durante o governo Kadafi. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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