Otan nega acusações sobre mortes de civis na Líbia

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, rejeitou hoje as acusações feitas pelo governo de Muamar Kadafi, de que mais de 1.100 civis foram mortos durante a campanha de bombardeios da aliança militar na Líbia. Ele afirmou que todo cuidado é tomado para evitar que civis sejam atingidos.

AE, Agência Estado

14 de julho de 2011 | 18h28

"Eu recuso essas acusações", declarou Rasmussen aos jornalistas em Haia, onde ele se reuniu com o primeiro-ministro holandês Mark Rutte, em sua primeira visita oficial à Holanda como secretário-geral da aliança militar. "Somos extremamente cuidadosos em identificar alvos militares e evitar que civis sejam atingidos", disse ele, que declarou também que a campanha militar na Líbia vai continuar "pelo tempo necessário" para que o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) seja cumprido.

Mais cedo hoje, o promotor-geral líbio Mohamed Zekri Mahjubi disse a jornalistas em Trípoli que como secretário-geral, Rasmussen "é responsável pelas ações de sua organização que atacou pessoas desarmadas, matando 1.108 civis e ferindo outros 4.537 em bombardeios a Trípoli e outras cidades e vilas".

Grupo de Contato

O governo da Turquia vai buscar apoio para um "mapa do caminho" a fim de ajudar a encerrar a crise na Líbia durante um encontro da missão militar da Otan em Istambul para aumentar a pressão sobre Kadafi. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e alguns dos 40 membros do chamado Grupo de Contato para a Líbia realizarão seu quarto encontro amanhã a fim de planejar o apoio à Líbia pós-Kadafi, estimular o apoio ao principal grupo de oposição ao regime líbio e estudar os passos para uma transição política.

A expectativa é de que os países que participarem da quarta reunião do Grupo de Contato discutam a proposta turca para encerrar a crise, apesar da recusa de Kadafi em deixar o poder, e definir os estágios para uma transição democrática, disse hoje um funcionário do Ministério de Relações Exteriores turco. A fonte, que falou em condição de anonimato, não deu mais detalhes sobre o projeto que a Turquia vai apresentar. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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