Otan nega que plano para dissuadir Taleban seja suborno

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, afirmou hoje que não vai subornar integrantes do Taleban no Afeganistão para que eles deixem a luta armada, mas sim, oferecer a "oportunidade de uma nova vida". A declaração foi feita em meio ao apoio da Otan ao plano do presidente afegão, Hamid Karzai, de criar um fundo para financiar militantes que possam deixar o Taleban.

AE-AP, Agencia Estado

04 de fevereiro de 2010 | 13h23

Em uma mensagem publicada na página da Otan, Rasmussen disse que um novo fundo de US$ 140 milhões oferecia aos insurgentes uma alternativa à luta armada. Segundo o secretário-geral, muitos insurgentes não lutam por oposição ao governo ou às tropas internacionais, mas sim como se fosse um emprego. "Eles estão com o Taleban por pequenas quantias de dinheiro para sobreviver ou por outros motivos", alegou o chefe da Otan, argumentando que a organização está oferecendo "a oportunidade de uma nova vida".

A militância tem apresentado níveis de crescimento exponenciais no Afeganistão. Em 2004, a Otan estimava haver menos de 400 taleban. Em 2009, este número havia ultrapassado os 25 mil, e no começo de 2010 a estimativa era de quase 30 mil guerreiros. Alguns críticos dizem que os planos de reconciliação vão falhar, pois atrairão somente os militantes de nível mais baixo, e ainda sem garantias de que não voltarão à insurgência.

Ontem, Karzai visitou a Arábia Saudita na esperança de que o país ajude a persuadir os militantes do Taleban a aceitar a reconciliação. Os sauditas têm boas relações com o Taleban e estiveram entre os poucos a reconhecer o regime islâmico vigente no Afeganistão entre 1996 e 2001.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãoguerraTalebanOtansuborno

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.