Otan pode ajudar UE a conter embarcações de imigrantes, diz comandante militar

General britânico diz que há várias áreas em que a aliança atlântica pode cooperar

O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2015 | 19h32

BRUXELAS - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pode ajudar nos esforços da União Europeia para conter o tráfico de imigrantes pelo Mar Mediterrâneo caso líderes nacionais tomem uma decisão política para que isso ocorra, disse o vice-comandante militar da aliança atlântica nesta quarta-feira.

A UE concordou em realizar uma missão marítima na segunda-feira para combater as redes que transportam imigrantes a partir da Líbia.

Cerca de 50 mil imigrantes entraram na Europa cruzando o Mediterrâneo neste ano, sendo que 30.500 entraram pela Itália. Mais de 1.800 pessoas morreram afogadas na tentativa, disse a agência de refugiados das Nações Unidas (Acnur).

O chanceler italiano, Paolo Gentiloni, havia sugerido na segunda-feira que a Otan poderia contribuir para a operação da UE ao modificar sua atual missão contra o terrorismo no Mediterrâneo.

"Há diversos tipos de coisas que podem ser feitas pela Otan... a principal questão é: haverá vontade política para isso ocorrer e uma decisão política para uma contribuição material?", disse a repórteres o vice-comandante supremo aliado para a Europa, general britânico Adrian Bradshaw.

Embora tenha havido uma divisão de trabalho entre a Otan e a União Europeia, "no contexto de operações marítimas no Mediterrâneo, por onde embarcações da Otan transitam e estão presentes por outros motivos, pode haver ações eficientes a serem entregues e precisamos explorar as possibilidades", disse Bradshaw. / REUTERS

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