Otan pode passar controle de províncias afegãs em 2011

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pretende entregar o controle de algumas províncias afegãs a autoridades locais na primeira metade de 2011, segundo informou hoje Mark Sedwill, representante civil da aliança no país. Sedwill não informou quantas províncias devem ser transferidas. Ele disse somente que, durante uma conferência da Otan em Lisboa, que começa na sexta-feira, deve haver apoio dos 28 membros da aliança para a transferência integral dos poderes para o governo afegão em um período de quatro anos.

AE, Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 13h04

"O que eu espero que eles estejam dizendo é que o processo de transição começará na primeira metade de 2011 e que os afegãos tomarão o controle do país até o fim de 2014", indicou ele. Sedwill informou que já foi feito um relatório sobre quais áreas no país podem começar o processo de transferência em um período entre seis meses a dois anos.

O funcionário disse que as áreas não serão reveladas na conferência. O mais provável, segundo ele, é que o governo afegão anuncie as zonas que ele passará a controlar, mas apenas após o início da transição, por razões de segurança. "Nós começaremos com várias províncias", disse Sedwill. "Em alguns casos, será a província toda. Em outros casos, isso começará em um distrito ou menos que um distrito, no nível da municipalidade", explicou.

No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou que as tropas poderiam começar a retirada em julho de 2011. A data foi anunciada simultaneamente a um reforço de dezenas de milhares de soldados para combater a insurgência liderada pelo Taleban no sul afegão.

Apesar disso, o governo norte-americana recuou recentemente, em meio a temores de que a data seja interpretada como uma retirada completa de todas as forças estrangeiras e que as condições no país não sejam favoráveis para isso. A meta do presidente afegão, Hamid Karzai, de assumir o controle completo do país até o fim de 2014, agora é vista como a mais realista.

Sedwill disse que 2014 era uma "meta", não um prazo, notando que a presença estrangeira pode ultrapassar essa data, mas com diferente capacidade, apoiando as forças afegãs com treinamento e apoio logístico. As informações são da Dow Jones.

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