Otan pode usar bombas para reduzir mortes no Afeganistão

Organização acusa Taleban falsas acusações e admite que é impossível evitar totalmente as baixas civis

Efe,

30 Julho 2007 | 07h37

A Otan planeja utilizar em certas circunstâncias bombas mais menores no Afeganistão para reduzir o número de vítimas civis, assinalou ao Financial Times o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jaap de Hoop Scheffer. Scheffer reconheceu que o aumento das vítimas civis afetou a Otan e, por isso, os comandantes deram instruções a seus soldados para que atrasem os ataques contra os taleban em situações nas quais a população possa estar em perigo para evitar danos aos civis. O secretário-geral assinalou ainda que a Otan planeja o uso de bombas menores em determinadas circunstâncias para evitar "danos colaterais", apesar de admitir que é impossível evitar totalmente as baixas civis. "Percebemos que os taleban mudaram de tática: eles sabem que não podem ganhar militarmente e agora estão expondo deliberadamente os civis a situações nas quais eles acabam mortos para prejudicar o apoio à Isaf (A Força de Assistência à Segurança no Afeganistão)", acrescentou. "Isso quer dizer que nós também devemos fazer ajustes: não podemos evitá-lo", acrescentou. Segundo Scheffer, as novas táticas dos radicais obrigam a Otan a ter mais paciência e a usar menos armamento para reduzir as vítimas civis. Ele acusou ainda o Taleban de fazer falsas afirmações, como ocorreu recentemente na província de Uruzgan. "Eles queimaram gente, mataram e depois afirmaram que a Otan era quem estava matando. Não há equivalente moral entre a Otan e o Taleban: nós faremos todo o possível para evitar a morte de cada civil", ressaltou. O Financial Times lembra que a ACBAR, organização formada por mais de noventa ONGs para coordenar a assistência humanitária no Afeganistão, informou em junho que pelo menos 230 afegãos civis morreram em ataques das tropas estrangeiras este ano.

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