Otan reafirma que sairá do Afeganistão até 2014

Líderes de países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordaram em passar para o Afeganistão a liderança das ações de segurança a partir de meados de 2013, na medida em que apressam o fim da guerra e tentam assegurar que as forças afegãs possam combater o Taleban após a saída das tropas estrangeiras.

AE, Agência Estado

21 Maio 2012 | 13h01

Os líderes afirmaram que o processo de transição é "irreversível" e que colocarão as tropas afegãs "na liderança da segurança em todo o país" até meados de 2013, o que vai permitir que as tropas estrangeiras gradualmente deixem de participar de combates para se concentrarem em ações de suporte.

"Nós estamos retirando nossas forças de forma gradual e responsável para concluir a missão até 31 de dezembro de 2014", diz a declaração, estabelecendo o compromisso assumido em 2010.

Como o Taleban mantém sua resistência mesmo após dez anos de guerra, os líderes da Otan buscam assegurar ao presidente Hamid Karzai que a comunidade internacional não vai abandonar o país após a saída das 130 mil tropas de combate.

Um dia depois de manifestantes contrários à guerra terem entrado em confronto com a polícia perto do local da reunião, oficiais militares começaram a planejar a missão pós-2014, que vai se concentrar no treinamento, aconselhamento e assistência às tropas afegãs e às forças especiais.

Os 28 aliados, que discutiram as questões afegãs durante um jantar na Associação de Futebol dos Soldados em Campo na noite de domingo, se reunirão com seus 22 parceiros na missão no Afeganistão, assim como com o presidente paquistanês Asif Ali Zardari nesta segunda-feira, a maior reunião da história da Otan.

A participação de Zardari aumentou as expectativas de que seu governo possa levantar o bloqueio à passagem de comboios da Otan, que levam suprimentos para as tropas no Afeganistão, mas as conversações foram prejudicadas pela exigência de Islamabad de cobrar altas taxas para os caminhões que cruzam a fronteira.

Em sua declaração, os líderes da Otan disseram que a aliança ainda vai trabalhar com o Paquistão para a reabertura da passagem fronteiriça, que era usada para levar combustível e outros suprimentos para as tropas estrangeiras "o mais rápido possível".

Islamabad fechou sua fronteira para a passagem de suprimentos da Otan em novembro, após um ataque aéreo norte-americano ter matado 24 soldados paquistaneses. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
EUA Otan reunião Afeganistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.