Otan reitera necessidade de passar segurança afegã para próprio país

Secretário-Geral afirma que países da Otan devem contribuir mais na formação de forças afegãs

EFE

29 de abril de 2010 | 11h08

TIRANA - O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Anders Fogh Rasmussen, reafirmou nesta quinta-feira, 29, em Tirana a necessidade de passar o controle da segurança no Afeganistão às autoridades locais e instou aos países da Otan a contribuir mais na formação dos militares e policiais afegãos.

 

"O objetivo (da Otan) é entregar a responsabilidade de segurança dos próprios afegãos quando as condições permitirem", disse Rasmussen, que qualificou a situação no Afeganistão como "desafiadora" embora tenha previsto "progressos" ao longo de 2010.

 

Rasmussen fez estas declarações depois de se reunir hoje em Tirana com o ministro de Exteriores albanês, Ilir Meta.

 

"É essencial treinar e educar os soldados e policiais afegãos para que assumam a responsabilidade" de garantir a segurança, indicou Rasmussen em sua primeira visita à Albânia desde que o país entrou na Otan em abril do ano passado.

 

Para que a missão de formação dos afegãos pela Otan seja bem-sucedida, Rasmussen afirmou que é preciso a contribuição dos países aliados.

 

Por enquanto, a Otan segue buscando 450 instrutores que faltam para completar os requerimentos deste ano de formação do Exército e

da Polícia afegã.

 

Quanto aos Bálcãs, Rasmussen disse que "a integração plena de todos os países desta região nas estruturas euroatlânticas representará uma forte contribuição à segurança e a estabilidade".

 

Durante a visita, o secretário-geral da Otan deve se reunir com o presidente do país, Bamir Topi, o primeiro-ministro, Sali Berisha, o titular da Defesa, Arben Imami, e a presidente do Parlameno, Jozefina Topalli.

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