Otan responsabiliza Taleban por ataque, mas insurgentes negam

Explosão deixou 43 mortos e 65 feridos em Kandahar, a maior desde as eleições da última semana no Afeganistão

Efe,

26 de agosto de 2009 | 10h24

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) responsabilizou a insurgência Taleban pelo atentado terrorista que deixou 43 mortos e 65 feridos na terça-feira, 25, na cidade afegã de Kandahar. Os milicianos, entretanto, negam qualquer participação no ataque, ao qual condenaram energicamente.

 

A Otan e a União Europeia (UE) condenaram o atentado, o maior desde as eleições presidenciais e provinciais que ocorreram no Afeganistão na semana passada. Embora os talebans tenham negado sua participação no ataque, cometido aparentemente com um caminhão com explosivos, o porta-voz da Aliança Atlântica, James Appathurai, disse que "não vão evitar a responsabilidade direta ou indireta".

 

"Os talebans cometeram atentados terríveis contra a população civil em todo o país", lembrou o porta-voz, nas declarações. Appathurai acrescentou que o atentado foi cometido "com desprezo em relação à vida dos civis" e causou "níveis trágicos de vítimas".

 

A presidência rotativa da UE, nas mãos da Suécia, condenou o fato de que o atentado tenha deixado mortos e feridos "de forma indiscriminada entre civis", e reiterou o apoio europeu às autoridades e ao povo do Afeganistão.

 

Participação

 

Em um comunicado publicado nesta quarta-feira na página da internet utilizada pelo Taleban, os insurgentes condenaram "energicamente" o atentado e negaram sua participação no ataque.

 

"Nossas forças não estiveram envolvidas no ataque na cidade de Kandahar que matou dezenas de pessoas de nosso povo inocente. Condenamos energicamente este ataque mortífero", disseram os insurgentes, em comunicado divulgado em um site utilizado pelos talebans.

 

O atentado coincidiu com o anúncio dos primeiros resultados parciais das eleições presidenciais realizadas na semana passada no Afeganistão, que concedem uma ligeira vantagem ao atual presidente, Hamid Karzai.

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