Otan retoma bombardeios na capital da Líbia

Os aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) retomaram hoje os bombardeios na capital líbia, Trípoli. Pelo menos duas grandes explosões ocorreram antes do meio-dia (horário local), quando vários aviões sobrevoaram a área. Não se sabe ainda quais foram os alvos atacados nem se houve vítimas.

AE, Agência Estado

22 de junho de 2011 | 09h31

Uma coalizão integrada por França, Grã-Bretanha e Estados Unidos começou a atacar em 19 de março as forças do líder líbio, Muamar Kadafi, respaldada por uma resolução do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para a proteção de civis. Os protestos contra o regime de quatro décadas de Kadafi desembocaram em uma guerra civil. A Otan assumiu o controle da campanha aérea em 31 de março, apoiada por várias nações árabes.

Os rebeldes que enfrentam as forças de Kadafi ocupam grande parte da metade leste do país e controlam algumas zonas do oeste. A Grã-Bretanha e a França começaram a usar helicópteros de combate no início do mês, como parte da ofensiva da Otan, para aumentar o poderio da aliança e sua flexibilidade nas manobras contra as forças oficiais.

Hoje, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, pediu o fim imediato das hostilidades na Líbia, para que o auxílio humanitário possa chegar à população. A França reagiu, dizendo ser contra qualquer pausa nas operações contra Kadafi. Uma porta-voz da chancelaria em Paris disse que um encontro há duas semanas em Abu Dabi da coalizão e de outros países foi unânime em sua estratégia: "Nós devemos intensificar a pressão sobre Kadafi".

Também hoje, a China reconheceu a oposição líbia como um "importante parceiro de diálogo", em um sinal de que Pequim deseja se envolver mais no conflito na nação do norte africano. A chancelaria chinesa se pronunciou sobre o Conselho Nacional de Transição da oposição líbia em comunicado, após o ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, reunir-se em Pequim com o líder rebelde líbio Mahmud Jibril. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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