Otan se desculpa por morte de civis em ataque no Afeganistão

Bombardeio de domingo deixou 27 mortos; governo qualificou erro da aliança como injustificável

Efe,

23 de fevereiro de 2010 | 09h01

O comandante das tropas internacionais da Otan no Afeganistão, o general americano Stanley McChrystal, pediu nesta terça-feira, 23, desculpas pela morte de civis em um bombardeio no domingo passado, e anunciou uma investigação para evitar esses erros no futuro.

 

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"Falei com o presidente (Hamid) Karzai e pedi perdão a ele e ao povo afegão. Iniciei uma investigação para evitar que isto volte a acontecer", disse McChrystal em mensagem enviada aos cidadãos afegãos, divulgada em inglês e nas línguas dari e pashtun.

 

Segundo o comunicado, o general explicou que, no último dia 21, as tropas da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês), comandadas pela Otan, lançaram um ataque contra "o que acharam que era um grupo de insurgentes" na zona de Kotal Chawzar, no sul do Afeganistão. "Agora achamos que o ataque matou e feriu alguns civis afegãos", acrescentou McChrystal, que expressou seu "mais profundo e sincero pesar às vítimas e suas famílias".

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O governo afegão disse que 27 civis, entre eles quatro mulheres e uma criança, morreram durante o bombardeio da força da Otan, uma ação que qualificou como "injustificável". "Estamos profundamente tristes por esta trágica perda de vidas inocentes. Deixei claro às nossas forças que estamos aqui para proteger o povo afegão. Prometo fortalecer nossos esforços para recuperar vossa confiança para construir um futuro mais brilhante para todos os afegãos", disse o general.

 

McChrystal assumiu a responsabilidade pela Isaf em meados do ano passado, com a prioridade declarada reduzir as vítimas civis. Segundo relatório da ONU, 2.412 civis morreram por conta do conflito em 2009, 25% deles em ações militares atribuídas às forças estrangeiras e afegãs.

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