REUTERS/Kevin Coombs
REUTERS/Kevin Coombs

Otan se juntará à coalizão internacional contra o Estado Islâmico

Medida não significa que a aliança militar participará ativamente de combates na Síria e no Iraque

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2017 | 15h34

BRUXELAS - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aprovou nesta quarta-feira, 24, sua entrada como membro ativo da coalizão internacional contra o Estado Islâmico (EI), uma medida defendida pelo governo de Donald Trump.

A reunião dos embaixadores da Otan, na tarde desta quarta-feira, aprovou o movimento, depois que os franceses deixaram de se opor à medida. Um diplomata europeu afirmou que os franceses permaneciam céticos ao verem a ação como mais simbólica do que prática, mas não quiseram bloquear uma iniciativa importante para os EUA.

Integrantes da Otan disseram que a medida abrirá caminho para que a aliança tome uma parte mais ativa na coalizão, compartilhando inteligência e fazendo com que seus aviões AWACS assumam um papel mais robusto na gestão do espaço aéreo sobre a Turquia. 

No entanto, isso não significa que a aliança militar participará ativamente de combates na Síria e no Iraque. "Não houve nenhum pedido para que a OTAN tenha algum papel de combate na coalizão anti-ISIS (como também é conhecido o EI). No Afeganistão, tivemos um papel de combate, mas agora faremos treinamento e consultoria", disse o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg.       

A Otan é formada por 28 países, sendo quase todos eles da Europa, com exceção de Canadá e Estados Unidos. Desde a posse de Donald Trump, Washington vem cobrando um maior envolvimento militar e financeiro de seus parceiros europeus na aliança, principalmente no combate ao terrorismo. A aliança se prepara para seu primeiro encontro, amanhã, com Trump. / Dow Jones Newswires e Ansa

Mais conteúdo sobre:
OtanBélgica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.