Otan usa direito de legítima defesa para justificar ataques a território paquistanês

PAQUISTÃO

, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2010 | 00h00

Um dirigente da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou ontem que a organização tem direito de se defender dentro de seu mandato no Afeganistão. A declaração foi uma resposta ao Paquistão, que protestou duramente contra os bombardeios aéreos realizados por helicópteros da aliança atlântica em território paquistanês, perto da fronteira com o Afeganistão. Na sexta-feira, uma ofensiva da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), da Otan, matou 30 "insurgentes", segundo comunicado da organização divulgado em Cabul. O Paquistão, no entanto, afirma que os helicópteros já haviam entrado em seu território em duas ocasiões, provenientes da província afegã de Jost, no leste do país, para perseguir rebeldes. "Esses incidentes são uma clara violação do mandato da ONU sob o qual a Isaf opera", afirmou, o porta-voz da chancelaria paquistanesa, Abdul Basit.

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