François Lenoir/Reuters
François Lenoir/Reuters

Otan vai retirar parte de pessoal do Iraque por segurança

Organização do Tratado do Atlântico Norte mandou tropas saírem do país por temores de um conflito regional; França afirmou que vai manter 160 militares no país

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2020 | 14h17
Atualizado 07 de janeiro de 2020 | 16h23

BRUXELAS - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está retirando alguns de seus treinadores do Iraque, disse uma autoridade da entidade nesta terça-feira, 7, diante de temores de um conflito regional após um ataque de drone dos EUA contra o principal comandante militar do Irã na semana passada.

“Estamos tomando todas as precauções necessárias para proteger nosso pessoal. Isso inclui o reposicionamento temporário de algumas pessoas em locais diferentes, dentro e fora do Iraque”, disse uma autoridade da Otan à agência Reuters. 

A missão da Otan no Iraque — composta por centenas de treinadores, conselheiros e funcionários de apoio tanto de países membros como não membros da Otan— inclui militares e civis.

A França, por outro lado, não tem planos de reduzir o número de militares do Iraque, informou uma fonte do governo francês nesta terça-feira.

A ministra da Defesa, Florence Parly, disse no Twitter que, diante dos eventos em Bagdá, a França já havia reforçado a segurança de seus 160 soldados no Iraque. Ela reiterou que a prioridade de Paris é a luta contra os militantes do Estado Islâmico, que estão voltando surgir na área.

O Canadá vai enviar ao Kuwait nos próximos dias parte de seus 500 soldados no Iraque devido às tensões na região. Eles vão para o país vizinho após o planejamento da Otan. "Tomamos medidas para velar pela segurança do nosso efetivo", disse o general Jonathan Vance em uma carta para famílias de militares. O Canadá tem 800 militares no Oriente Médio que participam de missões da Otan e integram a coalizão internacional contra o grupo jihadista do Estado Eslâmico liderada pelos EUA. A Romênia também anunciou a retirada de parte dos soldados.  / REUTERS e AFP

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