Ouattara reivindica intervenção militar e não teme guerra civil na Costa do Marfim

País passa por uma grave crise política desde as eleições de eleições de novembro

Efe

21 de janeiro de 2011 | 15h04

PARIS - Alassane Ouattara, considerado o presidente eleito da Costa do Marfim pela comunidade internacional, acredita que a intervenção militar é a única opção para tirar seu rival, Laurent Gbagbo, do poder e descarta a possibilidade de uma guerra civil.

 

"O que caracteriza a Costa do Marfim é a profunda miscigenação, resultado da história e de muitas migrações. Por isso não há risco de guerra civil", declarou Ouattara em entrevista publicada nesta sexta-feira, 21, pelo jornal "Le Monde".

 

Ggagbo, que reivindica também a vitória do segundo turno nas eleições presidenciais de novembro do ano passado, "não conta mais do que 3 mil homens de sua etnia e se a Comunidade Econômicados Estados da África Ocidental (Cedeao) interferir, o Exército deixará de apoiá-lo", sustenta Ouattara.

 

"Agora já não é mais possível continuar negociando. É preciso utilizar a força legítima. Laurent Gbagbo não entende mais que esta lógica. Vamos despejá-lo por força como todos os ditadores", acrescenta.

 

Ouattara ainda declarou que "os marfinenses sabem que tenho capacidade de unir o país" e anunciou que a partir da próxima semana, vai poder se dirigir ao povo através de uma rede de televisão.

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