Outras duas jovens do País estariam no grupo de ilegais

SARDOÁ (MG)

Daniel Antunes, ?estado de Minas?, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2010 | 00h00

Em meio à tristeza com a confirmação das mortes de Juliard Aires e Hermínio Cardoso, moradores de Sardoá e Santa Efigênia de Minas, estavam apreensivos ontem. Duas mulheres que estariam no grupo que viajou para o México não deram notícias desde que deixaram o Brasil. Um delas teria 24 anos e moraria em Córrego do Sedro, a 5 quilômetros de Sardoá.

Durante a tarde de ontem, o secretário de Assistência Social do município, Amilton Leite da Silva, tentou confirmar o nome de outras vítimas brasileiras da chacina com representantes do Itamaraty em Brasília. Ele foi até a casa de parentes da moça de Córrego do Sedro, mas não conseguiu falar com os pais da jovem. "Eles não têm muitas informações. Vamos tentar saber quem são os outros mortos para descobrir se essa mulher está entre as vítimas. A preocupação é grande", disse o secretário.

A irmã de Hermínio, Célia Maria, de 33 anos, contou que uma outra mulher que vive em Sardoá também tentou entrar nos EUA recentemente, mas não há informações sobre o paradeiro da mineira. "Aqui muita gente tenta entrar nos EUA. Fiquei sabendo desse comentário, mas não sei quem é a pessoa", observou Amilton.

Nos bancos das praças, no comércio e até nas conversas do lado de fora da igreja o assunto foi o mesmo: a morte dos dois moradores da região e outras duas jovens que estariam desaparecidas no México.

Ontem, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas informou que pode haver mais um mineiro entre as vítimas da chacina, mas a informação não foi confirmada. O Itamaraty disse acreditar que apenas dois brasileiros foram mortos. "Nossa expectativa é que o número inicialmente divulgado, de quatro brasileiros, esteja equivocado", informou o Itamaraty, acrescentando que não foram encontrados mais documentos de brasileiros no local da matança, no Estado mexicano de Tamaulipas. Ao menos 40 pessoas já foram identificadas, entre elas 15 hondurenhos e 13 salvadorenhos.

Crime

O prefeito de Hidalgo, no Estado de Tamaulipas, foi morto a tiros ontem em uma estrada da região. Marco Antonio Leal García, de 49 anos, estava acompanhado da filha de 4 anos, que foi ferida.

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