Outros saques durante crises argentinas

Em 1989, em meio à hiperinflação que assolava a Argentina, centenas de lojas foram depredadas em municípios da Grande Buenos Aires. Na época, os habitantes da capital temiam que a "horda" de cidadãos dos subúrbios avançasse em direção ao centro para roubar casas e estabelecimentos comerciais.

Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires,

11 de dezembro de 2013 | 23h37

Em diversos bairros portenhos, brigadas armadas foram organizadas, prontas para resistir. O governo do presidente Raúl Alfonsín (1983-89) decidiu amenizar a situação com a distribuição gratuita de comida durante meses.

Nos anos 90, ocorreram saques em pequenas cidades do interior, que empobreceram rapidamente a partir do processo de privatizações do governo de Carlos Menem (1989-99).

Entre 17 e 20 de dezembro de 2001, Tucumán, Mendoza, Rosário, Concepción del Uruguay, Mar del Plata e Santa Fé, além de municípios da Grande Buenos Aires, testemunharam batalhas campais entre saqueadores e polícia. Milhares de estabelecimentos comerciais foram depredados.

Esse era o cenário dos últimos três dias do governo do presidente Fernando de la Rúa, que, em 20 de dezembro de 2001, renunciou em meio ao caos econômico e político na Argentina.

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