Oxford diz que energia eólica é inviável na Inglaterra

Planos para que a Inglaterra gere mais de um terço de sua energia através de energia eólica foram considerados inviáveis pois deixariam o sistema nacional energético vulnerável a uma sobrecarga, informou hoje o jornal The Sunday Telegraph, citando pesquisadores do Instituto Oxford de Estudos sobre Energia.

AE, Agência Estado

14 de agosto de 2011 | 11h59

O pesquisador sênior Howard Rogers disse que a geração de mais de 28 gigawatts de energia eólica poderia resultar em uma situação em que os proprietários das turbinas teriam que ser regularmente pagos para deixar sua capacidade fora do sistema para evitar sobrecargas. De acordo com o jornal, o estudo realizado pelo Instituto Oxford desafia a estimativa ambiciosa do governo inglês, que previu que 58 gigawatts de energia eólica devem ser produzidas até 2030 em um cenário de "média atividade".

A análise conclui que o nível máximo viável de geração de energia eólica é de 28 gigawatts. Níveis maiores que isto pode levar a intervenções de curto prazo para reduzir a produção das turbinas com a complicação adicional de que a previsão de velocidade dos ventos além de seis horas à frente é incerta.

No início deste ano, seis usinas de energia eólica receberam 900 mil libras para paralisar a geração de energia por uma noite porque o sistema ficou sobrecarregado. As informações são da Dow Jones.

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