Pacientes morrerão se não seguirem para EUA, diz médico

Um médico da Universidade de Miami, Barth Green, que está no Haiti, disse neste sábado que o governo dos Estados Unidos está ameaçando a vida de doentes graves no país caribenho, ao suspender os voos que transportavam os casos extremos para hospitais norte-americanos. Green disse que sua equipe tem "100 pacientes graves que irão morrer em um dia ou dois" se não forem levados para os EUA.

AE-AP, Agencia Estado

30 de janeiro de 2010 | 19h25

Green lembrou de uma menina de 5 anos, com tétano adquirido a partir de um ferimento menor na perna. Ele afirmou que a garota morrerá em 24 horas, se até lá não tiver um respirador.

Os voos de pacientes graves do Haiti para os EUA foram interrompidos, segundo o jornal The New York Times, por causa de uma disputa entre governos estaduais e o federal sobre quem pagaria a conta da iniciativa.

Green disse que já tem hospitais prontos para receber esses pacientes e culpou "os níveis mais altos do governo dos EUA" por esses voos não ocorrerem. "Isso realmente não é o que a América representa", afirmou.

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