Pacifistas criticam posição pró-EUA dos governos bálticos

Pacifistas, partidos de oposição e jornais influentes nos Estados bálticos - Estônia, Letônia e Lituânia - criticaram duramente seus líderes pelo apoio à política norte-americana com relação ao Iraque, lembrando que isto contraria a posição predominante da opinião pública, contra a guerra.Os governos dos três países bálticos, assim como os de outros sete países do leste da Europa, assinaram na semana passada uma carta de apoio a Washington, que ameaça invadir o Iraque em meio a acusações de que o regime liderado por Saddam Hussein estaria armazenando armas de destruição em massa."A reação do público foi surpreendentemente negativa", disse Peep Mardiste, líder do Movimento Verde da Estônia. "As pessoas ficaram revoltadas com todo o segredo em torno da carta. Ninguém foi consultado de antemão e ninguém explicou nada."Nesta segunda-feira, o jornal estoniano Aripaev repreendeu os líderes da região por entrarem "num jogo irresponsável e perigoso". Apoiar a posição belicista dos Estados Unidos, escreveu o jornal, poderia transformar a Estônia, um país de 1,4 milhão de habitantes, em alvo de extremistas.O apoio desses governos à política norte-americana com relação ao Iraque parecia confirmar as divisões apontadas pelo secretário de Defesa dos EUA, Donald H. Rumsfeld, que qualificou dois de seus tradicionais aliados - França e Alemanha - como parte da "velha Europa".No entanto, pesquisas recentes mostram que os povos que habitam os Estados bálticos da suposta "nova Europa" estão mais alinhados com as posições antiguerra de Berlim e Paris. Mais de dois terços dos moradores dos países bálticos são contra uma ação militar norte-americana.

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