Pacifistas italianos convocam bloqueio de "trens da morte"

Um líder parlamentar italiano pediu duras medidas contra os ativistas antiguerra que tentaram bloquear trens com equipamentos militares norte-americanos e marcaram para quarta-feira uma manifestação nacional contra o que chamam de "trens da morte". Pier Ferdinando Casini, presidente da Câmara dos Deputados, disse respeitar o direito de manifestação dos pacifistas. No entanto, argumenta, isso não significa que "a classe política deva ser indulgente ou justificar atos ilegais que precisam ser evitados de todas as formas", disse Casini, citado por uma agência italiana de notícias.Suas declarações foram feitas depois de militantes antiguerra terem bloqueado, durante o fim de semana, trens com equipamentos militares norte-americanos provenientes de Campo Darby, uma base militar dos Estados Unidos nos arredores de Pisa.Na sexta-feira, os manifestantes obrigaram um trem com destino à base a buscar uma rota alternativa, pois bloquearam a ferrovia.Autoridades militares norte-americanas não revelaram se os equipamentos serão utilizados numa eventual ação militar contra Bagdá.Mais dois trens deveriam chegar hoje à base, mas não estava claro se os manifestantes tentariam pará-los. A polícia italiana reforçou as medidas de segurança para evitar imprevistos.Os pacifistas italianos anunciaram para quarta-feira os protestos nacionais nas estações de trem e às margens das ferrovias com o objetivo de parar - ou pelo menos reduzir a velocidade - daquilo que eles chamam de "trens da morte".Os militantes também marcaram para 8 de março uma manifestação em frente a Campo Darby.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.