Pacifistas italianos protestam contra comboios militares

Centenas de pessoas contrárias à guerra ao Iraque ocuparam os trilhos de uma estação ferroviária no norte da Itália nesta quarta-feira, no mais recente protesto contra o transporte de equipamentos militares norte-americanos pelo país. Também hoje, milhares de pessoas marcharam em Pisa, próximo ao destino do equipamento americano, ao mesmo tempo em que seis manifestantes invadiram um aeroporto militar, abrindo uma faixa antiguerra antes de serem expulsos por autoridades. Cerca de 300 ativistas seguiram para a cidade de Grisignano di Zocco, próxima a Vicenza, um ponto de partida de trens com equipamentos militares do norte da Itália para Campo Darby, uma base militar dos Estados Unidos nos arredores de Pisa. Ocorreram também protestos em estações de trens em Bolonha, Brescia, Módena e Pádua. Os manifestantes em Grisignano ocuparam os trilhos e a área da estação normalmente utilizada para carregar os trens com equipamentos militares, disse Luca Casarini, um líder do protesto. Segundo a imprensa local, nenhum trem com equipamento militar deveria deixar hoje a estação. Os organizadores do protesto convocaram todos aqueles que são contra a guerra a protestarem nas estações de trem e trilhos de todos o país nesta quarta-feira. As manifestações contra os chamados "trens da morte" começaram na semana passada. Na última sexta-feira, eles obrigaram um trem com carga militar destinado à base a buscar uma rota alternativa. De acordo com a imprensa, cerca de 1.500 policiais foram deslocados para garantir a segurança nas estações. Funcionários do Ministério do Interior da Itália não confirmaram a operação. Eles alegaram que não podiam discutir medidas de segurança. Sem soldadosO ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, reiterou em uma entrevista publicada pelo vespertino francês Le Monde que a Itália participaria militarmente de uma campanha contra o Iraque "apenas com o aval da ONU". No caso de uma guerra no Iraque, a Itália "não enviará tropas" e deve se limitar ao apoio logístico e à fase de reconstrução do país, com base em acordos com a Otan e ?acordos bilaterais para o uso de bases no território italiano", afirmou.

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