REUTERS/Yuri Gripas
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Pacotes supostamente contendo ricina foram enviados ao Pentágono

Porta-voz do Departamento da Defesa diz que ao menos duas correspondências recebidas na segunda-feira foram consideradas suspeitas e estão sob análise, mas não há risco para funcionários; caso é investigado pelo FBI

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 16h22

WASHINGTON - Dois ou mais pacotes enviados esta semana ao Pentágono continham supostamente ricina, uma poderosa toxina de origem vegetal, informou uma fonte oficial nesta terça-feira, 2.

O porta-voz do Departamento da Defesa, Chris Sherwood, afirmou que pelo menos dois pacotes suspeitos, endereçados a alguém no Pentágono, foram interceptados em um centro de triagem na segunda-feira.

"Durante o processo de triagem, (as autoridades) identificaram alguns pacotes suspeitos", disse Sherwood. Ele acrescentou que as autoridades ainda aguardam a confirmação sobre o conteúdo desses pacotes. A polícia do Pentágono transferiu o caso para o FBI.

A ricina é 6.000 vezes mais potente que o cianeto. Trata-se de uma substância mortal em caso de ingestão, inalação ou injeção, e contra a qual não existe antídoto.

"Os agentes especiais do FBI retiraram os pacotes suspeitos identificados pelo sistema de correios do Pentágono. Os mesmos estão sendo submetidos a testes", indicou a polícia federal americana em um comunicado.

O porta-voz do Pentágono, o coronel Rob Manning, afirmou que toda a correspondência recebia na segunda-feira no centro de processamento do Pentágono foi "colocada em quarentena e não representa ameaça para os funcionários". / AFP

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