Pacto de Pequim tem falhas, dizem especialistas

O acordo fechado na quarta-feira em Pequim por EUA, União Européia, Rússia, China, Coréia do Sul e Coréia do Norte, para o fim do programa nuclear norte-coreano, foi recebido com cautela por especialistas em não-proliferação nuclear.''''O acordo é incrivelmente vago'''', disse, por telefone ao Estado, o diretor do Nonproliferation Policy Education Center (NPEC na sigla em inglês), em Washington, Henry D. Sokolski. ''''O texto não deixa claro como será feito o fechamento das instalações nucleares ou como seriam feitas as inspeções nos locais.''''A especialista em não-proliferação Sharon Squassoni, do centro de estudos Carnegie Endowment for International Peace, ressalta que o acordo focou-se demais no programa de plutônio e não de urânio. ''''O texto menciona apenas que os norte-coreanos terão de clarificar a questão do urânio'''', alertou Sharon.Apesar de o presidente americano, George W. Bush, ter afirmado que o acordo é um exemplo para os iranianos, Sharon afirmou que a lição que fica não é positiva. ''''Acho que imagem passada foi a de que se você realizar um teste nuclear, então conseguirá o que quer'''', disse a americana. De acordo com ela, os EUA vinham pressionando de maneira forte e consistente os norte-coreanos, mas acabaram dando um passo atrás.Sokolski é ainda mais enfático: ''''O que aconteceu foi que os EUA ficaram ansiosos demais para conseguir uma vitória diplomática, tirar a crise da Coréia do Norte das páginas dos jornais.'''' De acordo com ele, o governo norte-coreano conseguiu ganhar muito mais do que o americano com o acordo. ''''Eles vão ser retirados da lista de nações terroristas e normalizar relações econômicas, além de receber petróleo.''''

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