Pacto preveria diluição de urânio enriquecido a 20 %

Cenário: Steve Erlanger / NYT

O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2013 | 02h08

Sob o acordo de seis meses proposto em Genebra, o Irã eliminaria seu estoque atual de urânio enriquecido a 20%, diluindo-o em barras de combustível e em óxido de urânio. Esse processo tornaria o material radioativo inutilizável para a construção de armas químicas, disseram diplomatas ocidentais na sexta-feira. Em troca, o Irã poderia continuar a enriquecer urânio a níveis menores, de 3,5%.

O objetivo da proposta é satisfazer a exigência do Irã de manter seu direito ao enriquecimento e ao mesmo tempo aliviar as preocupações no Ocidente e no Oriente Médio de que Teerã estaria buscando a bomba. Tecnologicamente, o caminho para as armas nucleares é mais curto a partir do enriquecimento a 20% que a partir de 3,5%.

O Irã se nega a exportar seu urânio enriquecido para ser transformado em combustível nuclear fora do país, como foi proposto em um primeiro momento. Israel e a Arábia Saudita temem que mesmo com a diluição do urânio enriquecido a 20% Teerã poderia reverter o processo, mas especialistas ocidentais garantem que o país não tem capacidade para isso.

O Irã também teria de concordar em não instalar novas centrífugas de segunda geração, nem operar as que já estão prontas, mas que ainda não operam plenamente.

Em troca, o Irã receberia cerca de US$ 3,6 bilhões em receita vinda da exportação de petróleo que está congelada, em seis parcelas. O país também teria acesso a compras de peças de automóveis, aviões, produtos petroquímicos e poderia voltar a exportar ouro e pedras preciosas. As sanções às exportações de petróleo e a transações financeiras continuariam. Estima-se que o total de recursos que podem ser liberados correspondam a um sexto do que foi bloqueado.

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