Padre acusado de pornografia infantil continua preso

A justiça americana ordenou que o padre católico Joseph Maurizio Jr. permaneça na cadeia até ser julgado de acusações de pornografia infantil e de ter tido relações sexuais com crianças durante viagens missionárias a Honduras.

Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2014 | 17h12

Maurizio, de 69 anos, foi preso na quinta-feira por agentes de imigração e da alfândega. Uma queixa criminal alega que o padre deu doces e dinheiro a meninos em troca de poder molestá-los ou assisti-los fazendo sexo, incluindo um ato sexual com um adolescente de 14 anos em uma capela. Esses episódios aconteceram durante viagens missionárias a Honduras em 2009 e em anos anteriores. O padre foi afastado da igreja Somerset County, onde pregava.

A Stephanie Haines declarou ao juiz Judge Keith Pesto que autoridades encontraram "material erótico infantil" na câmera fotográfica do padre quando ele voltou de outro país da América central, em julho. Agentes federais estão analisando 18.000 imagens e devem decidir se são criminais no prazo de três semanas.

No momento, o caso de pornografia infantil é baseado em duas fotografias de um garoto hondurenho com poliomielite nu encontradas no computador da residência paroquial. Agentes estão vasculhando outros computadores e dispositivos de armazenagem de dados.

Haines diz que dois garotos da Pennsylvania, com idade de 7 e 5 anos, fizeram novas alegações de abuso sexual durante o final de semana seguinte à prisão de Maurizio. Tais acusações ainda estão sendo investigadas.

O advogado de defesa, Stephen Passarello, argumentou que o caso é fraco por ser baseado em duas fotografias e acusações de abuso de pelo menos cinco anos atrás. De acordo com testemunhas de defesa, o padre é "um indivíduo absolutamente comprometido a ajudar algumas das pessoas mais desesperadas no mundo". Fonte: Associated Press.

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