Padre se declara culpado de lavagem de dinheiro nos EUA

Um padre católico envolvido em fraudes de seguros declarou-se culpado de conspiração para cometer fraude e lavar dinheiro, e foi condenado a cinco anos de liberdade condicional. O padre Peter Jacobs, de 78 anos, participou de um esquema organizado pelo financista Martin Frankel para montar uma organização de caridade de fachada, a fim de ocultar fundos desviados de empresas de seguros. Frankel queria sanção do Vaticano para sua falsa organização beneficente, acreditando que isso ajudaria despistar investigadores. O padre Jacobs apresentou Frankel ao monsenhor Emilio Colagiovanni, um funcionário de baixo escalão da Santa Sé e que publica uma revista de direito canônico para a Fundação Monitor Ecclesiasticus. A Fundação tinha uma conta em um banco do Vaticano. Frankel tentou lavar dinheiro tirado das seguradoras por meio de Colagiovanni, prometendo ao monsenhor uma recompensa de US$ 5 milhões. O padre Jacobs alega que foi induzido a acreditar que Frankel realmente queria usar o dinheiro para ajudar os pobres. Colagiovanni foi condenado a pagar uma multa de US$ 15.000 por seu papel no esquema; Frankel, que passou quatro meses foragido antes de ser preso, confessou em 2002 ter roubado mais de US$ 200 milhões de diversas seguradoras nos EUA. Ele ainda aguarda a sentença.

Agencia Estado,

13 Outubro 2004 | 16h21

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