Joshua Roberts/Reuters
Joshua Roberts/Reuters

Chanceler diz que México não negociará pagamento de muro na fronteira

Luis Videgaray afirmou que seu país tem 'prioridades e objetivos claros', mas que arcar com os custos da barreira na fronteira proposta por Trump não está entre elas

O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2017 | 05h20
Atualizado 27 Janeiro 2017 | 08h37

WASHINGTON - O ministro mexicano das Relações Exteriores, Luis Videgaray, afirmou na noite de quinta-feira, 26, que seu país está disposto a dialogar para ter boas relações com os Estados Unidos, mas destacou que pagar pelo muro na fronteira comum é "inegociável".

"Há coisas que são inegociáveis, coisas que não podem ser negociadas. O fato que se apresenta sobre o México pagar pelo muro é algo simplesmente inegociável", disse Videgaray durante entrevista coletiva na embaixada mexicana em Washington.

Videgaray estava na Casa Branca para preparar a visita do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, a Washington, quando sua equipe recebeu a informação sobre um tuíte do presidente americano, Donald Trump, sugerindo que ele não deveria vir caso o México não se dispusesse a pagar pelo muro.

"Reconhecemos que é o princípio de uma nova relação com o presidente Trump e com seu governo. Reconhecemos que, como já disse o presidente Peña Nieto, estamos dispostos a negociar. Temos prioridades e objetivos claros", declarou o chefe da diplomacia mexicana.

Até o momento da divulgação do ultimato de Trump, as conversas mantidas entre as duas equipes vinham sendo "altamente profissionais e alentadoras", destacou Videgaray. "Qualifico tais reuniões como destacadas. Encontramos uma vontade de trabalho na equipe (americana) e de colaboração que foi muito alentadora".

No final da tarde desta quinta-feira, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, informou que Trump planeja cobrar uma sobretaxa de 20% sobre as importações do México para financiar o muro. Antes, porém, Peña Nieto havia cancelado a visita a Trump, prevista para terça-feira. / AFP

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