Pague US$ 1.000 e entre nos EUA. Legalmente

Símbolo de esperança para os milhões deimigrantes que ajudaram a transformar os Estados Unidos no paísmais próspero e poderoso do mundo, a estátua da Liberdade,plantada na entrada do porto de Nova York, tem em seu pedestalum poema que dá as boas-vindas às "massas confusas, cansadas epobres ansiosas para respirar livremente". A partir de amanhã, os EUA abrirão os braços para colhertambém os imigrantes bem de vida dispostos a pagar US$ 1.000para apressar o processamento de pedidos de vistos temporáriosde trabalho, que, em muitos casos, são um passo intermediáriopara a aquisição da residência permanente. A medida, aprovada na administração Clinton mas só agoraregulamentada, abreviará de três meses para apenas 15 dias oprazo para a concessão de vistos de trabalho para celebridades,atletas, executivos e algumas categorias de trabalhadoresespecializados. O Serviço de Imigração e Naturalização (INS)calcula que 80 mil pessoas por ano usarão o novo sistema e jáfaz planos para gastar uma parte dos US$ 80 milhões dearrecadação extra para contratar 450 novos funcionários emodernizar seus serviços. A taxa de aceleração do processo seráadicional aos US$ 110 já cobrados para os vistosnão-turísticos. Ativistas e estudiosos dos temas de imigração criticaram amedida. Segundo eles, ela criará duas classes diferentes de imigrantese poderá tornar ainda mais lento o atendimento de pedidos devistos dos requerentes mais pobres. "O governo deveriaprocessar documentação de imigração de forma expedita paratodos", disse ao Washington Post Mark Krikorian, diretor doCentro de Estudos sobre Imigração, em Washington. Ele comparou anova taxa a um pagamento extra para se comprar um lugar melhorna fila no departamento de trânsito, algo que os americanos nãoaceitariam. "Se decidimos, como país, que queremos receberimigrantes, temos que financiar plenamente um mecanismoeficiente de processamento de todos os imigrantes". O INS explicou que o novo programa para a aprovação aceleradade vistos de trabalho atende a uma reclamação antiga de empresasinteressadas em trazer executivos de suas subsidiárias noexterior para os EUA ou em contratar mão-de-obra especializadaem certas áreas. O programa será ampliado nos próximo meses paraabranger os vistos H-1B, usados por empresas do setor detecnologia para atrair cientistas e engenheiros do exterior.

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