Henry Nicholls/REUTERS
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Pai de Boris Johnson pede cidadania francesa para manter laços com UE

'Sempre serei um europeu', disse Stanley Johnson, um ex-membro do Parlamento Europeu que votou para permanecer na União Europeia no referendo britânico de 2016

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2020 | 10h35

LONDRES - O pai do primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse na quinta-feira, 31, que estava solicitando um passaporte francês para manter seus laços com a União Europeia após o Brexit.

Stanley Johnson, um ex-membro do Parlamento Europeu que votou para permanecer na UE no referendo britânico de 2016, disse à rádio RTL que queria se tornar um cidadão francês por causa de fortes laços familiares com a França.

“Não é uma questão de me tornar francês, eu sou francês”, disse em francês, Johnson, nascido em Penzance, sudoeste da Inglaterra. “Se bem entendi, sou francês. Minha mãe nasceu na França, sua mãe era totalmente francesa, assim como seu avô. Então, para mim, trata-se de recuperar o que já tenho. E isso me deixa muito feliz”, completou.

“Serei sempre um europeu, com certeza. Não se pode dizer ao povo britânico: 'vocês não são europeus'. Ter um vínculo com a União Europeia é importante”, acrescentou.

Sua filha, Rachel Johnson, já havia sugerido em março que iniciaria o mesmo processo depois que o Reino Unido deixasse a UE. “É uma boa notícia, eu também poderia me tornar francesa”, declarou ela na época, em um livro.

Já o outro filho, Boris Johnson, foi a face pública da campanha de saída no referendo de 2016 e diz que o Reino Unido pode “prosperar fortemente” como uma nação totalmente soberana fora do que ele vê como uma UE excessivamente burocrática.

Mas na quarta-feira o primeiro-ministro soou uma nota mais concilatória quando o parlamento aprovou um novo acordo comercial com a UE, em que afirma que  “não é o fim do Reino Unido como país europeu. Em muitos aspectos, somos a civilização europeia por excelência e continuaremos a ser.”

O Reino Unido deixa oficialmente a UE na noite de quinta-feira depois de uma ligação constantemente tensa de 48 anos com o projeto europeu. /AFP, Reuters

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