WDBJ7/Reprodução
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Pai de repórter morta promete lutar pelo controle de armas

Andy Parker diz que não descansará até ver mudanças na lei federal que permite a compra e a venda de armamentos

O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2015 | 19h32

O pai de Alison Parker, a jornalista de Virgínia morta quando fazia uma entrevista ao vivo para a TV, disse nesta quinta-feira, 27, que iniciará uma cruzada pelo controle de armas nos EUA. Mas analistas dizem que há poucas chances de uma alteração na legislação federal, apesar das mudanças em alguns Estados. 

Alison e o cinegrafista Adam Ward foram mortos na quarta-feira por um ex-funcionário da TV WDBJ7, afiliada da CBS, que acabou se suicidando. A mulher que estava sendo entrevistada foi ferida e está internada.

O pai da repórter, Andy Parker, pediu aos deputados estaduais e federais que atuem para controlar as armas, principalmente para mantê-las longe de pessoas mentalmente instáveis. “Não descansarei até ver alguma mudança. Precisamos fazer com que nossos congressistas deixem de ser covardes sobre essa questão”, declarou Parker à CNN.

Ele disse que a Associação Nacional de Rifles, o poderoso lobby americano em favor das armas, provavelmente vai declarar que a filha dele e Ward provavelmente estariam vivos se estivessem armados. “Isso não faria nenhuma diferença”, disse Parker. “Quantas Alisons terão de morrer antes de que isso seja proibido?”

Os EUA registraram em 2013 34 mil mortes por armas de fogo, dois terços por suicídio, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Sarah Trumble, conselheira-sênior da Terceira Via, um centro de estudo de Washington, disse que há poucas chances de o Congresso, controlado pelo Partido Republicano, aprovar uma mudança na lei sobre armas, apesar de a atenção da mídia estar voltada aos assassinatos em Virgínia. Ela acrescentou que é mais fácil os Estados adotarem mudanças por conta própria.

A última vez que houve pressões por um maior controle de armas foi depois da morte de 26 pessoas, a maioria crianças, na escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, em dezembro de 2012. O presidente americano, Barack Obama, é a favor de uma legislação que exigiria amplas informações dos compradores de armas e proibiria a venda de fuzis de assalto. Após os assassinatos de quarta-feira, Obama reiterou sua frustração com a questão das armas, dizendo que os EUA precisam garantir que pessoas com problemas não possam comprar armas. / REUTERS


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