AFP PHOTO | ORLANDO POLICE DEPARTMENT
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Pai de suspeito do massacre nos EUA nega motivações religiosas e aponta para homofobia

Mir Seddique contou a uma rede de televisão americana que há mais ou menos dois meses, em uma viagem a Miami, seu filho ficou transtornado após ver dois homens se beijando

O Estado de S. Paulo

12 Junho 2016 | 14h23

ORLANDO - Mir Seddique, pai de Omar Mateen - suspeito de ser o autor do ataque à casa noturna Pulse, frequentada pelo público LGBT, em Orlando, que deixou pelo menos 50 mortos -, descartou neste domingo, 12, os motivos religiosos para a ação e apontou para homofobia do filho.

"Isto não tem nada a ver com a religião", disse o pai em declarações à rede de televisão NBC News, nas quais indicou que seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, durante uma viagem a Miami, quando viu dois homens se beijando. Seddique acredita que o episódio possa estar por trás do ataque.

"Peço desculpas pelo incidente. Não estávamos conscientes de que estivesse premeditando algum tipo de ação. Estamos em estado de choque da mesma forma que todo o país", disse o pai de Mateen.

O agente especial do FBI Ron Hopper afirmou em entrevista coletiva que ainda não é possível classificar o fato como um "crime de ódio ou terrorista" pois as investigações seguem abertas.

Mustafa Abasin, que atendeu ao telefone no endereço na qual Mateen residia em Port Saint Lucie, situada a 200 quilômetros ao sul de Orlando, disse à NBC News que estavam "impactados" com o ocorrido e estão colaborando com as autoridades na investigação.

O congressista democrata pela Flórida Alan Grayson indicou na mesma entrevista coletiva que não há evidências de que haja outras pessoas ou grupos relacionados com este fato, e explicou que agentes foram à casa do suspeito para obter informação de seus computadores e mensagens nas redes sociais.

A polícia ainda não divulgou informações sobre as vítimas do massacre, mas acredita que havia muitos hispânicos entre o público, atraídos pelo evento da noite: "Latin Night - Reggaeton, Bachata, Merengue, Mojo", segundo dizia o cartaz da casa noturna. /EFE

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