Painel da guerra: emboscadas e tempestade retardam ofensiva

Guerrilheiros leais a Saddam Hussein e uma tempestade de areia atrapalham o avanço das tropas anglo-americanas que se dirigem a Bagdá. A cidade voltou a ser bombardeada hoje. O Iraque afirma ter derrubado dois helicópteros americanos e aprisionado os pilotos, um dia depois de mais de 20 americanos terem sido mortos ou capturados. E um soldado britânico foi morto em combate hoje, segundo autoridades do Reino Unido. Defrontando-se com um padrão letal de emboscadas e subterfúgios, e com muitos dos apioadores de Saddam trocando a farda por trajes civis, as forças da coalizão responderam com táticas mais duras no sul do Iraque. Autoridades dos EUA também confirmaram que forças, incluindo tropas britânicas e australianas, já estão operando no norte e no oeste do país. Alguns são pequenos grupos de tropas especiais.Saddam, numa aparição televisiva que pareceu calculada para mostrar que ele ainda se mantém no controle, buscou unir o povo com seu discurso. Mais tarde, a TV iraquiana mostrou imagens do que parecia ser um helicóptero Apache, caído, sem grandes danos aparentes, num campo gramado.O ministro da Informação Mohammed Saeed al-Sahhaf alegou que camponeses derrubaram dois helicópteros a tiros, e que as tripulações estão sob custódia. Uma tempestade de areia brutal deteve as forças americanas cerca de 80 km a sul de Bagdá, perto de Karbala, uma coidade sagrada para os muçulmanos xiitas, maioria da população iraquiana. Enquanto o 7º Regimento de Infantaria do Exércio dos EUA seguia para o norte, milicianos iraquianos dispararam morteiros contra um comboio de suprimentos. não houve baixas. Membros armados do partido Baath, de Saddam Hussein, vêm atacando as linhas de suprimentos da coalizão dessa forma. Com a tensão aumentando conforme esse tipo de emboscada se repete, fuzileiros navais americanos adotaram uma linha-dura com os iraquianos que encontram hoje, rasgando os pneus dos veículos para impedir que fossem usados contra novos comboios.Veja o especial :

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.