Painel da ONU culpa potências por situação na Síria

Um painel de investigadores das Nações Unidas (ONU) disse nesta quarta-feira que as potências mundiais também são culpadas pelas atrocidades na Síria por causa da sua inércia.

AE, Agência Estado

05 de março de 2014 | 13h05

Em novo relatório, os especialistas em direitos humanos identificaram mais de 40 centros de detenção administrados pelo governo com casos de tortura documentados e disseram que ataques e cercos a áreas civis na Síria por forças pró-governo estão causando mortes, desnutrição e fome em massa. Eles apontaram ainda que os rebeldes também cometeram crimes de guerra, incluindo assassinato, execuções, tortura, tomada de reféns, desaparecimentos forçados, estupro e uso de crianças como soldados.

Os principais aliados da Síria, Rússia e China, têm bloqueado repetidamente propostas do Ocidente ao Conselho de Segurança, braço mais poderoso da ONU. "Tal inércia deu espaço para a proliferação de atores na Síria, cada um seguindo a sua própria agenda e contribuindo para a radicalização e escalada de violência", salientou o relatório. "O Conselho de Segurança carrega essa responsabilidade."

O relatório recomendou que os países com influência na Síria, particularmente os membros permanentes do Conselho de Segurança, exerçam mais pressão "para

acabar com a violência e para iniciar negociações inclusivas para um processo de transição política sustentável no país" e pressionem para que o conflito seja julgado no Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda. Fonte: Associated Press.

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